25 de agosto de 2010

Aproximações: Ato de contar, encantar e escrever




A escritora Isabel Allende, na sua estadia e participação na FLIP- Feira Literária de Paraty, revela-nos aquilo que nós, contadores, sabemos ser necessário para um história: o encantamento e o ritual. Ela relata que acende velas e permanece em um recinto escuro para que possa “sentir, ouvir a história e entrar no universo mágico”. Isso acontece desde o lançamento de A Casa dos Espíritos, escrito em 1982, depois de uma pesquisa de quatro anos. Para escrevê-lo se utilizou das cartas que escreveu para seu avô, enquanto convalescia no leito de morte, para retratar os “fantasmas” da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile.
O estímulo a leitura é isso: adentrar ao portal do encantamento e aproximar o leitor a se integrar a narrativa.
O contador oferece o convite para que as pessoas possam imaginar, deixar ser guiado pela voz, símbolos.
 E para Allende, o ato de escrever  metaforicamente as "histórias saem do ventre, não da cabeça".
Uma bela imagem, que mostra  a gestação das ideias, é por isso que dizem que o livro é um filho. Cada um de nós tem que plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho...
Podemos escolher a gestação que quisermos, e principalmente, imaginarmos....

Contar histórias, escutar é um ato de amor. ( Lewis Carroll)

2 comentários:

  1. Muitos escritores relutam em afirmar que suas narrativas não tenham relação com fatos vividos por eles ou amigos e parentes, mas nós que escrevemos sabemos o quanto a vida vivida pelo outro, recontado, recriada se completa com as nossas e nessa teia de construções, as histórias nascem, multiplicam-se e nos trazem grandes alegrias. Tornamo-nos personagens de cada acontecimento. Então, lembro-me de Lygia Boyonga, nossa grande escritora, na fala de uma de suas personagens, a Tia Penny, de Aula de Inglês, grande romance," não foi à toa que eu me apaixonei por você. Eu me impressionei com sua beleza e, depois, no decorrer das aulas que me dava eu fui me apaixonando. O meu primeiro e grande amor". Sim, a contação de histórias é uma paixão.
    Saudações, amigos, nesta tarde quente de agosto.
    Antonise

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  2. Muitos escritores relutam em afirmar que suas narrativas não tenham relação com fatos vividos por eles ou amigos e parentes, mas nós que escrevemos sabemos o quanto a vida vivida pelo outro, recontado, recriada se completa com as nossas e nessa teia de construções, as histórias nascem, multiplicam-se e nos trazem grandes alegrias. Tornamo-nos personagens de cada acontecimento. Então, lembro-me de Lygia Boyonga, nossa grande escritora, na fala de uma de suas personagens, a Tia Penny, de Aula de Inglês, grande romance," não foi à toa que eu me apaixonei por você. Eu me impressionei com sua beleza e, depois, no decorrer das aulas que me dava eu fui me apaixonando. O meu primeiro e grande amor". Sim, a contação de histórias é uma paixão.
    Saudações, amigos, nesta tarde quente de agosto.
    Antonise

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